UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro

RUA-UFRJ 2016 - REGISTRO ÚNICO DE AÇÕES DE EXTENSÃO – RUA EDIÇÃO 2016

Este edital não possui texto de chamada.



 

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO

 EDITAL Nº 40/2016

REGISTRO ÚNICO DE AÇÕES DE EXTENSÃO (RUA)

 EDIÇÃO 2016

A função social da universidade expressa o seu compromisso institucional com a melhoria do bem viver de todos os que possuem um rosto humano, em particular com os explorados e expropriados; de novas formas de interação com a natureza, a memória e patrimônio cultural dos povos, desenvolvendo livremente a ciência, buscando solucionar os seus problemas lógicos internos e contribuir para um novo modo de sociometabolismo com a natureza e a sociedade.” (Roberto Leher, 2015).

A UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (UFRJ), por intermédio da PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO (PR-5), convoca a Comunidade Universitária da UFRJ a cadastrar, por meio do Sistema de Informação e Gestão de Projetos (SIGProj), propostas de ações de extensão, nas formas de projetos, cursos ou eventos, para fins de avaliação, registro, certificação e incorporação no processo de creditação da extensão universitária.

 1.      OBJETIVOS

1.1.O Registro Único de Ações de Extensão ( RUA) objetiva:

1.1.1.      Institucionalizar as ações de extensão da UFRJ.

1.1.2.      Padronizar e organizar o registro prévio das atividades de extensão para fins da garantia da infraestrutura institucional de apoio e o devido reconhecimento acadêmico de sua existência e execução.

1.1.3.      Realizar as avaliações e encaminhar os ajustes necessários para habilitar a participação das Ações de Extensão registradas nos Editais de fomento da Pró-Reitoria de Extensão - PR5.

1.1.4.      Sistematizar e publicizar as Ações de Extensão no sentido de facilitar o processo de implementação da creditação da Extensão nos cursos de graduação da UFRJ (Resoluções do CEG Nº 02/13, 03/2014 e 04/2014).

1.1.5.      Organizar as Ações de Extensão na UFRJ a fim de qualificar a apresentação institucional e social das atividades existentes na forma de Programas Articulados e Complexos Temáticos.

1.1.6.      Subsidiar a progressão da carreira docente e dos técnico-administrativos de acordo com seus respectivos planos.

 

2.      DIRETRIZES GERAIS

2.1.Todas as Ações de Extensão na UFRJ devem ser cadastradas/registradas no Sistema de Informação e Gestão (SIGProj) adotado pela Pró-Reitoria de Extensão,  devidamente aprovadas pelas instâncias acadêmicas (Unidades, Centros ou equivalentes) ao qual o proponente (coordenador) está vinculado e, avaliadas pelas comissões ad hoc da Pró-Reitoria de Extensão.

2.1.1.      O registro de novas ações é um pré-requisito para participação nos Editais de fomento da Pró-Reitoria de Extensão, com exceção para as propostas associadas ao programa de Ação Emergencial.

2.2.As Ações de Extensão Universitária devem ter como público alvo prioritário e majoritário membros da comunidade externa à UFRJ, caracterizando o foco da ação na atenção às demandas dos demais setores da sociedade.

2.2.1.      As Ações de Extensão podem incluir em seu público-alvo membros da comunidade universitária desde que se mantendo minoritariamente.

2.2.2.      As propostas que tenham estudantes de graduação e de pós-graduação, docentes ou técnico-administrativos da UFRJ como público-alvo prioritário ou majoritário, caracterizando o foco da ação na atenção às demandas internas, deverão ser submetidas, consoante às normatizações próprias no âmbito de suas competências, à apreciação da Pró-Reitoria de Graduação, Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa, Pró-Reitoria de Pessoal ou Superintendência Geral de Políticas Estudantis, conforme o caso.

2.3.Toda Ação de Extensão, por seu caráter acadêmico de formação, deverá obrigatoriamente ter em sua execução a participação efetiva de estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação e a participação desejável dos estudantes regularmente matriculados em cursos de pós-graduação da UFRJ, a fim de proporcionar-lhes vivenciar a relação ensino-aprendizagem a partir da interlocução com as demandas e problemas dos demais setores da sociedade.

2.4.É obrigatória a inclusão da Extensão nos Projetos Pedagógicos de Cursos (PCC) para que seja computada na integralização curricular de seus respectivos cursos de graduação.

2.5.Somente poderão ser admitidas como Extensão Universitária propostas que efetivamente se articulem com o ensino e a pesquisa.

2.6.Poderão ser proponentes (coordenadores) docentes ou técnico-administrativos em educação, que façam parte do quadro permanente da UFRJ, com propostas aprovadas nas instâncias acadêmicas (Unidade, Centro ou equivalente) à qual estiver vinculado.

2.6.1.      Para fins de creditação curricular, os proponentes (coordenadores) das ações deverão ser docentes ou técnico-administrativos em educação, com formação de nível superior, bem como as equipes responsáveis pelo desenvolvimento e execução das ações deverão conter um docente da UFRJ como orientador.

2.7.É recomendável a aproximação com instituições parceiras visando o desenvolvimento das propostas e objetivando a interação transformadora entre a universidade e os demais setores da sociedade.

 

3.      DEFINIÇÕES

3.1.As propostas de Ações de Extensão originárias das unidades, órgãos ou setores da UFRJ devem se adequar ao conceito de Extensão Universitária definido pelo Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras (FORPROEX, 2010):

“A Extensão Universitária, sob o princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, é um processo interdisciplinar educativo, cultural, científico e político que promove a interação transformadora entre universidade e outros setores da sociedade.”

3.2.As propostas de Ações de Extensão deverão ser apresentadas nas modalidades Projeto, Curso e Evento, conforme definições contidas na Resolução PR-5 Nº 01/2015 (BUFRJ nº 21 de 21/05/2015), em conformidade com os PROGRAMAS ARTICULADOS (item 4 deste Edital)  devidamente registradas no Sistema de Gestão e Informação de Projetos/SIGPROJ , segundo a seguinte classificação (FORPROEX, 2007):

3.2.1.      PROJETO – Ação processual e contínua, de caráter educativo, social, cultural ou tecnológico, com objetivo específico e prazo determinado de no mínimo doze meses de execução.

3.2.2.      CURSO – Ação pedagógica de caráter teórico e/ou prático, presencial ou à distância, planejada e organizada de modo sistemático, com carga horária mínima de 8 horas e critérios de avaliação definidos.

3.2.2.1.As propostas de Cursos de Extensão Universitária, no que se refere à modalidade de ensino, ou seja, o principal tipo de mediação entre alunos e professores nos processos de ensino e aprendizagem, são classificadas como:

a)      PRESENCIAL – Modalidade educacional na qual os alunos realizam atividades didáticas e avaliações na presença do professor/instrutor. As atividades presenciais devem apresentar no mínimo 80% (oitenta por cento) da carga horária total do curso.

b)      A DISTÃNCIA – Modalidade educacional na qual os alunos e professores/tutores utilizam meios e tecnologias de informação e comunicação a fim de desenvolver atividades educativas em lugares ou tempos diversos. Sua carga horária computada compreende atividades realizadas em ambientes virtuais, on line, e momentos presenciais obrigatórios que devem representar no máximo 20% (vinte por cento) da carga horária total do curso.

3.2.2.2.Quanto aos seus objetivos, os Cursos de Extensão Universitária destinam-se a mais ampla difusão e democratização do conhecimento produzido no âmbito da UFRJ e a troca de saberes com os demais setores da sociedade, tendo a seguinte classificação:

a)      INICIAÇÃO – Oferecer noções introdutórias em uma área específica do conhecimento.

b)      ATUALIZAÇÃO – Atualizar e ampliar conhecimentos, habilidades ou técnicas, revendo e/ou apresentando novas aquisições técnico-científicas ou culturais em qualquer área do conhecimento.

c)      TREINAMENTO E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL – Treinar e qualificar em atividades profissionais específicas, promovendo o aprimoramento de técnicas necessárias ao desempenho profissional.

d)      APERFEIÇOAMENTO – Complementar, ampliar e desenvolver o nível de conhecimento teórico-prático em determinada área do saber universitário. É destinado unicamente a graduados, com carga horária mínima de 180h (cento e oitenta horas) horas e carga horária máxima de 359h (trezentos e cinquenta e nove horas).

 

3.2.2.3.Os Cursos de Extensão da UFRJ deverão ser organizados em quatro grandes Programas de Formação coordenados pela Pró-Reitoria de Extensão de acordo com seu público alvo:

 

a)      PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DA REDE PÚBLICA DE ENSINO BÁSICO

Este programa busca reunir todas as iniciativas de formação que tenham como público-alvo os profissionais de educação que atuem na Educação Básica articulando-as com sua formação inicial em nível médico ou superior e ainda com iniciativas de formação continuadas no nível de pós-graduação.

b)      PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE SERVIDORES PÚBLICOS

Este programa busca reunir todas as iniciativas deformação que tenham como público-alvo os trabalhadores do setor público, em seus diversos ambientes organizacionais, articulando-as com sua formação inicial em nível básico, médio ou superior e ainda com iniciativas de formação continuada no nível de pós-graduação.

c)      PROGRAMA DE EDUCAÇÃO POPULAR

Este programa busca reunir todas as iniciativas de formação que tenham como público-alvo membros da sociedade civil e participantes de movimentos sociais organizados apresentando-se como ações de formação de preparação para acesso à educação em qualquer nível, inclusive o universitário e aos direitos de cidadania, articulando-as com a formação inicial em nível básico, médio ou superior e ainda com iniciativas de formação continuadas no nível de pós-graduação.

d)      PROGRAMA DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Este programa busca reunir todas as iniciativas de formação que tenham como público-alvo, profissionais do setor privado, profissionais liberais ou organizações de economia mista, articulando-as com sua formação inicial em nível médio ou superior e ainda com iniciativas de formação continuadas no nível de pós-graduação.

 

3.2.3.      EVENTO – Ação que implica na apresentação e/ou exibição pública, livre ou com clientela específica, do conhecimento ou produto cultural, artístico, esportivo, científico e tecnológico desenvolvido, conservado ou reconhecido pela universidade, e que tenham com público majoritário e prioritário membros da comunidade externa.

3.2.3.1.O Evento pode ser caracterizado como: campanhas em geral, campeonato, ciclo de estudos, circuito, colóquio, concerto, conclave, conferência, congresso, concurso, debate, encontro, espetáculo, exposição, feira, festival, fórum, jornada, lançamento de publicações e produtos, mesa redonda, mostra, olimpíada, palestra, recital, semana de estudos seminário, simpósio e torneio, que congreguem pessoas em torno de objetivos específicos. A seguir, apresentamos a classificação de eventos e suas definições:

 

CLASSIFICAÇÃO

DEFINIÇÃO

Congresso e Seminário

Evento de âmbito regional, nacional ou internacional, em geral com duração de até 7 dias, que reúne participantes de uma comunidade científica ou profissional ampla.

Eventos como Conferência Nacional, Reunião Anual, Congresso, Seminário, Encontro, Simpósio Jornada, Colóquio, Fórum, etc.

O congresso pode apresentar um conjunto de atividades (mesas redondas, palestras, conferências, apresentação de trabalhos, cursos, minicursos, oficinas/workshops). Os cursos incluídos no congresso, com duração igual ou superior a 8 horas devem, também, ser registrados e certificados como curso.

Ciclo de debates

Encontros sequenciais que visam a discussão de temas específicos que podem ter o formato de Ciclo, Circuito, Semana e outro.

Exposição

Exibição pública e promoção de obras de arte, curadorias, produtos, serviços, entre outros, que podem ter o formato de Exposição, Feira, Salão, Mostra, Lançamento, Vernissage.

Espetáculo

Demonstração pública de eventos artísticos e culturais, tais como: Recital, Sarau, Concerto, Show, Apresentação teatral, Exibição de cinema e televisão, Musicais e interpretação musical.

Evento esportivo

Campeonato, torneio, olimpíada, apresentação esportiva, entre outros.

Festival

Série de ações/eventos ou espetáculos artísticos, culturais ou esportivos, realizados concomitantemente, em geral em edições periódicas.

Campanhas

Ação pontual de mobilização que visa a um objetivo definido.

 

4.      PROGRAMAS ARTICULADOS DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NA UFRJ E COMPLEXOS TEMÁTICOS

Os Programas Articulados incorporam as questões dos Complexos Temáticos que desafiam as universidades e, mais amplamente, a humanidade, e são interdisciplinares.

 

4.1. PROGRAMAS ARTICULADOS

4.1.1. O objetivo maior da apresentação dos editais da Pró-Reitoria de Extensão na forma de Programas Articulados, disponíveis no Sistema de Gestão e Informação de Projetos (SIGPROJ), é organizar a ação de Extensão na Universidade Federal do Rio de Janeiro a fim de qualificar a apresentação institucional e social das atividades existentes, potencializar recursos e ampliar as atividades com vistas a facilitar o processo de implementação da creditação da Extensão na UFRJ, além de subsidiar os cursos de graduação que ainda não realizaram sua reforma curricular para a inclusão da extensão.

4.1.2. As Ações de Extensão já existentes e as novas propostas na forma de cursos, projetos e eventos serão abrigadas em 8 (oito)  grandes Programas Articulados e, as ações organizadas nos programas já existentes poderão optar em permanecer na forma atual ou integrar-se aos Programas Articulados:

 

4.1.2.1. CONSTRUINDO CIDADES HUMANAS E SAUDÁVEIS: ARTICULAÇÃO CAMPO-CIDADE

O mundo se tornou hegemonicamente urbano. Até os anos de 1950, apenas 29,6% da população mundial era urbana. Atualmente, conforme a ONU, 54% dos seres humanos vivem em áreas urbanas.  Esta rápida transformação da forma de ocupação do espaço pelos seres humanos teve impacto expressivo no produzir e no viver tanto no campo como nas cidades, o que traz questões sociais, tecnológicas e de saúde que precisam ser enfrentadas. A urbanização é uma condição global e o Brasil, que hoje possui 85% de sua população vivendo em cidades, torna-se um lócus paradigmático: produz cidades cada vez mais problemáticas, marcadas pela profunda desigualdade, como é possível depreender da análise dos indicadores sociais nas diversas regiões das megacidades, mas também nas polarizações regionais, em que coexistem espaços que asseguram alta qualidade de vida e espaços em que a vida social é brutalizada pela barbárie. Mas as cidades são espaços de luta e de resistência, de intensa produção cultural, criações estas que anunciam possibilidades de real democratização dos espaços urbanos. Temas cruciais como transporte, saneamento, meio ambiente, segurança do povo, saúde, educação pública, cultura, biodiversidade, urbanismo e paisagismo, economia, soberania alimentar, infância, energia, podem lastrear novos campos de diálogo entre a universidade e a cidade.

 

4.1.2.2. CUIDANDO DA VIDA: METABOLISMO NATURAL E METABOLISMO SOCIAL

A vida e as formas de relação dos seres humanos entre si e com a natureza conformam relações metabólicas entre as relações sociais e a natureza, em que, dialeticamente, a natureza é cultura e os seres humanos são natureza. A saúde e a sustentabilidade socioambiental, conforme pode ser evidenciado pelos estudos sobre o clima, as cidades e o campo estão sob graves ameaças em virtude da forma dominante de sociometabolismo imposto pelo capital, assentado em gastos excessivos de energia, bens da natureza e em formas brutais de exploração do trabalho. A despeito do grande desenvolvimento das forças produtivas, permanece fundamental discutir as suas finalidades, os benefícios efetivamente alcançados e qual é o seu direcionamento social. Programas articulados que possibilitam explorar as conexões entre as ciências da natureza e a vida social são demandas sociais inadiáveis, como se depreende dos desafios advindos dos conflitos socioambientais.

 

4.1.2.3. EXPRESSÕES E LINGUAGENS: SABERES EM MOVIMENTO

As linguagens poéticas são a trama da tessitura inventiva e criativa necessária para o desenvolvimento da imaginação inventiva e para assegurar a condição intelectual universal dos seres humanos. Como formas sociais de expressão do pensamento e afetação, as linguagens são capazes de buscar a inserção, dispersão e superação às diferentes visões de mundo. Manifestas individual e/ou coletivamente, as linguagens constroem simbolismos, criam significados, procuram sentido e legitimam ações, transversando hoje, largos campos de articulação. Os espaços de apresentação da arte, ciência e cultura são igualmente entendidos como instrumentos expressivos das linguagens do conhecimento e como importantes espaços de sociabilidade. As inovações tecnológicas para efetivação da existência e interação social humana, também fazem parte significativa deste programa.

 

4.1.2.4. TRANSFORMAÇÃO DAS FORÇAS PRODUTIVAS SOCIAIS

As forças produtivas sociais são indissociáveis das relações sociais de produção, compreendendo formas de trabalho, as tecnologias produtivas, os bens naturais transformados e os produtos materiais e simbólicos das relações sociais mediadas pelas forças produtivas, sendo as expressões concretas do processo do fazer material e simbólico historicamente produzidos. As contradições entre a pujança das forças produtivas e as ásperas condições de vida dos que vivem do próprio trabalho e, ainda, entre o ‘desenvolvimento’ e os problemas socioambientais estão exigindo, crescentemente, conhecimento sobre as formas de organização da produção material da vida, questionando o sentido dominante da tecnologia e do desenvolvimento. A história do desenvolvimento das forças produtivas precisa ser questionada culturalmente, incorporando as práticas e conhecimentos que ensejaram a concepção universal de ser humano, nas lutas sociais, e de direitos sociais universais, considerando as diversas possibilidades da condição humana.

 

4.1.2.5. EDUCAÇÃO PÚBLICA, FORMAÇÃO PERMANENTE E EDUCAÇÃO POPULAR

A universidade pública compõe uma dimensão fundamental da educação pública. A educação pública como direito social universal se inscreve em grandes possibilidades temáticas de estudos, reflexões e ações que potencializam o pensamento e o fazer crítico. Atualmente, centros de pensamento desvinculados do setor público atuam intensamente no conjunto da educação brasileira, abrangendo desde material pedagógico até modelos organizacionais baseados em parcerias público-privadas que, na prática, suprimem o público, situação agravada pela enorme supremacia da formação de professores no setor privado-mercantil. Articular o conhecimento produzido nas universidades com as práticas transformadoras dos movimentos sociais e outras iniciativas auto-organizadas é um desafio estimulante e de alta prioridade, objetivando retomar a centralidade da esfera pública na educação pública brasileira. Desafios na formação docente, envolvendo todas as áreas do conhecimento, bem como no conhecimento dos problemas da educação brasileira exigem uma atuação estreitamente articulada entre os sujeitos que criam a educação pública, a universidade, as entidades que representam os educadores, bem como movimentos sociais envolvidos na garantia da educação pública e, necessariamente, os diversos âmbitos do Estado que devem assegurar o direito universal à educação pública, laica, gratuita e histórico-crítica.

 

4.1.2.6. INTERNACIONALISMO, IDENTIDADES E PRAZER

As identidades dos povos se revelam em suas formas de trabalho, relações sociais, cosmovisões, fazeres pedagógicos, festividades e usos culturais dos recursos econômicos. As representações identitárias também revelam as questões dos oprimidos pelo padrão social dominante, - de classe, ético, étnico, de gênero, religião, nacionalidade e, mais amplamente, cultural. Neste escopo, cabe destacar, ainda, a interdição moral, religiosa e política da diversidade das formas de prazer. Compreender e promover a autoestimação do outro como forma identitária do seu reconhecimento na sociedade é parte da construção de projetos e políticas públicas mais abrangentes, validados horizontal e universalmente por todos os sujeitos envolvidos. A forma de organização econômica, a política, a justiça, a formas da consciência social, territórios e internacionalismo são elementos-chave para a crítica ao racismo, à “colonialidade do poder” e à “colonialidade do saber”.

 

4.1.2.7. MEMÓRIA CULTURAL, SOCIAL E DA TERRA

O registro da memória e os estudos históricos são constituintes da consolidação dos saberes humanos sobre as culturas que os constroem, o ambiente em que vivem e as suas transformações. O resgate, a construção, a referência e a visibilidade dos diferentes passados que habitam a sociedade presente constituem-se em uma tarefa necessária para reparar e impedir a propagação de injustiças sociais e promover uma sociedade socialmente justa e que recusa a suposta desigualdade da humanidade dos seres humanos. As marcas deixadas pelas transformações na sociedade são muitas vezes violentas: a escravidão, a pobreza, os regimes ditatoriais, as alterações do clima, da geologia e das formas de produção no campo e na cidade. A sociedade só poderá ser justa se houver conhecimento socialmente produzido a respeito de suas memórias e histórias. O levantamento e preservação da memória cultural, social e da terra, nas questões que interferem e constrangem os povos, tornam-se suportes importantíssimos na problematização e produção de suas soluções, assim como são campos e territórios de permanência da riqueza plural das visões de mundo e de celebração da vida.

 

4.1.2.8. AÇÕES EMERGENCIAIS: MARIANA E SAÚDE NO RIO DE JANEIRO

O conhecimento articulado em redes de integração e cooperação das áreas científicas, tecnológicas, humanas, sociais e culturais que movem as instituições públicas de educação superior deve ser integrado e convergido em ações para responder às emergências públicas de todas as naturezas. Os Programas Articulados de Ações Emergenciais são considerados forma destacada e prioritária de integração das ações de extensão para o ano em curso. Tratam-se de Programas que se alteram a cada edital lançado pela Pró-Reitoria de Extensão, a partir de alguma necessidade específica e urgente da sociedade. As ações inscritas neste programa e que se consolidem em ações permanentes, devem posteriormente ser registradas em algum dos outros programas articulados.

a)      AÇÃO EMERGENCIAL I: Mariana - Pretende reunir para ação todas as questões e percepções sócio-científicas sobre os problemas que geraram e que foram gerados pela ruptura das barragens dos resíduos de mineração no município de Mariana, Minas Gerais, em 2015, com consequências que transcenderam seu estrito limite territorial, espalhando-se por larga parte do território nacional.

 

b)      AÇÃO EMERGENCIAL II: Saúde do Rio de Janeiro - Engloba ações junto à população visando a prevenção das doenças disseminadas pelo mosquito Aedes aegypti. (Zika, Chikungunya e Dengue), que possam auxiliar o processo de promoção da saúde pública no Rio de Janeiro.

 

4.2. COMPLEXOS TEMÁTICOS

Os complexos temáticos aqui apresentados foram pensados a partir das demandas da sociedade e foram particularizados como Ações de Extensão Universitária. Os Programas Articulados a eles associados foram selecionados em conformidade com a função social da universidade e com o seu papel público, crítico e estratégico na construção do bem-viver da sociedade.

      4.2.1.Possibilidades: Acessibilidade; Alimentação; Crise hídrica; Justiça social; Mobilidade urbana;Mudanças climáticas; Processos de trabalho; Questões da biodiversidade; Questão energética; Reforma agrária; Reforma urbana; Sistema de educação pública; Sistemas de opressão; Sistema de Saúde Pública; Tratamentos de resíduos; Usos do território.

5.      ELABORAÇÃO DA PROPOSTA

5.1.As propostas deverão atender às seguintes diretrizes da Extensão Universitária:

 

5.1.1.INTERAÇÃO DIALÓGICA – A diretriz Interação Dialógica orienta o desenvolvimento de relações entre hegemonia acadêmica e substituindo-o pela ideia de aliança com movimentos, setores e organizações sociais.

 

5.1.2.INTERDISCIPLINARIDADE E INTERPROFISSIONALIDADE – Por muitas décadas, as tecnologias de intervenção social têm oscilado entre visões holistas, destinadas a aprender a complexidade do todo, mas condenadas a ser generalistas e, visões especializadas, destinadas a tratar especificidades, mas caracterizadas pelo parcelamento do todo. A diretriz de Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade para as ações extensionistas busca superar essa dicotomia, combinando especialização e consideração da complexidade inerente às comunidades, setores e grupos sociais, com os quais ser desenvolvem as ações.

 

5.1.3. INDISSOCIABILIDADE ENSINO/PESQUISA/EXTENSÃO – Esta diretriz reafirma a Extensão Universitária com processo acadêmico. Nessa perspectiva, o suposto é que as Ações de Extensão adquirem maior efetividade se estiverem vinculadas ao processo de formação de pessoas – Ensino – e de geração de conhecimento – Pesquisa. Assim, no âmbito da relação entre Ensino e Pesquisa, a diretriz Indissociabilidade Ensino – Pesquisa – Extensão inaugura possibilidades importantes na trajetória acadêmica do estudante e do professor.

 

5.1.4. IMPACTO NA FORMAÇÃO DO ESTUDANTE – As atividades de Extensão universitária constituem aportes decisivos à formação do estudante, seja pela ampliação do universo de referência que ensejam, seja pelo contato direto com as grandes questões contemporâneas que possibilitam. Esses resultados permitem enriquecimento da experiência discente em termos teóricos e metodológicos, ao mesmo tempo em que abrem espaços para reafirmação e materialização dos compromissos éticos e solidários da Universidade Pública brasileira. Neste sentido, a participação do estudante nas Ações de Extensão Universitária deve estar sustentada em iniciativas que viabilizem a flexibilização curricular e a intergralização de créditos.

 

5.1.5. IMPACTO E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL – Esta diretriz reafirma a Extensão Universitária como o mecanismo por meio do qual se estabelece a inter-relação da universidade com os outros setores da sociedade, com vistas a uma atuação transformadora, voltada para os interesses e necessidades da maioria Ada população e propiciadora do desenvolvimento social e regional, assim como para o aprimoramento das políticas públicas.

 

5.2 Para elaboração da proposta, preencher o formulário disponível no SIGPROJ (na aba EXTENSÃO clique em EDITAIS ABERTOS e em seguida em Registro Único de Ações de ExtensãoRUA EDIÇÃO 2016). Caso tenha dúvida durante o preenchimento consultar a Ajuda on line do SIGPROJ disponível em cada item do formulário. Dentre as orientações do Formulário SIGPROJ, destacamos os seguintes aspectos:

5.2.1. Coerência aos objetivos da proposta do primeiro ao último item do formulário.

5.2.2. No campo 1.1. Identificação da ação marque SIM no item Ação vinculada a programa e selecione no item Nome do Programa de Extensão o PROGRAMA ARTICULADO ao qual a proposta vincula, conforme descrito no item 4 deste Edital.

5.2.3. Local de realização – Para fins de figurar corretamente no Mapa da Extensão (Programa de geo-referenciamento das Ações de Extensão da UFRJ), identificar o local de realização das atividades do programa/projeto com endereço completo (rua, número, bairro, município, estado e nome da instituição). Quando a Ação for desenvolvida em mais de um local, informar no item 1.6 Informações relevantes para a avaliação da proposta (abaixo do resumo).

5.2.4. Creditação das Ações – Informar se a Ação é curricular ou não no item 1.2. Detalhes da ação. Esta informação deverá ser comprovada anexando o documento previsto no item 5.2.14 deste Edital. 5.2.5. Indicação do público-alvo e do número estimado de pessoas atendidas.

5.2.6. Explicitação detalhada dos fundamentos teóricos qual a orientaram, bem como caracterização justificativa.

5.2.7. Clareza e precisão dos objetivos e metas definidos.

5.2.8. Explicitação dos procedimentos metodológicos. Na metodologia incluir também as Ações de Extensão previstas para os estudantes curriculares e o detalhamento da infraestrutura necessária para a execução da proposta.

5.2.9. Definição do cronograma de execução detalhado de acordo com as atividades que compõem a proposta.

5.2.10. Descrição do processo de acompanhamento e avaliação das Ações, com a explicitação dos indicadores (qualitativos e quantitativos) e da sistemática de avaliação, indicando quais serão as fontes de informação, os instrumentos utilizados, a periodicidade e quem participará dessa avaliação.

5.2.11. Descrição do processo de acompanhamento e avaliação dos estudantes de graduação da UFRJ.

5.2.12. Explicitação na justificativa relativa à experiência extensionista da equipe executora. A equipe de execução deverá ser composta majoritariamente por docente, técnico-administrativos do quadro efetivo de servidores da UFRJ que integram a equipe deverão ter o Currículo Lattes preenchido e atualizado.

5.2.13. Adequação à norma padrão da Língua Portuguesa, respeitando o princípio da boa escrita coesa e coerente.

5.2.14. Documentos a serem anexados:

a)      Documento comprobatório de aprovação da proposta pela instância acadêmica ao qual está vinculada;

b)      Documento comprobatório da inclusão de crédito para as Ações de Extensão nos Projetos Pedagógicos de Curso de Graduação (Grade Curricular e ementas do RCS/Disciplinas ou Projeto Pedagógico do Curso), quando for o caso;

c)      Currículo Lattes do coordenador.

d)      Comprovação das parcerias citadas no item 1.4 do Formulário SIGPROJ, quando for o caso.

 

6.      INSCRIÇÃO E VIGÊNCIA

6.1.As propostas deverão ser envidas pelos coordenadores pela internet e por meio do uso da Plataforma SIGPROJ, disponibilizada no endereço http://sigproj1.mec.gov.br/, de acordo com o calendário do  item 6.4. deste Edital.

6.1.1. Todas as propostas devem ser envidas com uma antecedência mínima de 60 (sessenta dias do início da sua execução). Propostas de cursos que serão realizadas no primeiro semestre de 2016 poderão ser envidas excepcionalmente para este Edital, mesmo que já não possuam 60 dias de antecedência para seu início.

6.1.2. Não serão aceitas propostas envidas por qualquer outro meio.

6.1.3. O proponente receberá, imediatamente após o envio, um Recibo Eletrônico de Protocolo da sua proposta enviada.

6.2.Todas as Ações de Extensão deverão cumprir os procedimentos acadêmicos da UFRJ.

6.2.1. Somente serão aceitas propostas que tenham sido aprovadas pelas instâncias acadêmicas (Unidades ou Centros) ao qual o proponente (coordenador) está vinculado.

6.3.Todas as informações prestadas são de responsabilidade do proponente (coordenador).

6.4.A vigência se dará:

6.4.1.De 15 de fevereiro a 24 de março de 2016 – pra fins de registro de Ações a serem iniciadas no primeiro semestre de 2016.

6.4.2.De 20 de junho de 2016 a 29 de julho de 2016 – Para fins de registro de Ações a serem iniciadas no segundo semestre de 2016.

 

ATIVIDADES

1º Semestre/ 2016

2º Semestre/2016

     

Submissão de propostas pelo SIGPROJ

15/02 a 25/03

20/06 a 29/07

Distribuição das propostas para os consultores ad hoc

28/03 a 30/03

01/08 a 03/08

Avaliação das propostas pelos consultores ad hoc

31/03 a 15/04

03/08 a 26/08

Interposição de recursos ou realização de ajustes nas propostas pelos proponentes

18/04 a 22/04

29/08 a 02/09

Divulgação do resultado

25/04

05/09

7.      PROCESSO DE ANÁLISE E JULGAMENTO DAS SOLICITAÇÕES

7.1.A Avaliação das propostas será efetuada por uma Comissão Avaliadora constituída por consultores ad hoc, sob a coordenação da Pró-Reitoria de Extensão.

7.2.Os consultores ad hoc serão servidores da UFRJ, docentes e técnico-administrativos com formação de nível superior, representantes das várias áreas do conhecimento e com ampla e reconhecida experiência no campo da Extensão universitária.

7.3.Caberá aos consultores avaliar e emitir parecer consubstanciado acerca das propostas recebidas. Os consultores não poderão avaliar propostas provenientes da sua instância acadêmica.

7.4.Cada proposta será avaliada por dois consultores ad hoc, e caberá a interveniência de um terceiro, quando houver grande divergência nas pontuações dadas pelos dois primeiros.

7.5. Caso algum dos membros da Comissão de Avaliação conste como proponente de alguma Ação ou integrando a Equipe do Projeto, Curso ou Evento inscrito no presente edital, o mesmo não poderá ter acesso à avaliação da proposta.

7.6.Os consultores serão convocados para reunião de orientação da Avaliação.

7.7. Os integrantes da Comissão de Avaliação deverão manter sigilo sobre o seu trabalho e as identidades dos consultores de cada projeto.

7.8.Durante o processo de análise, a Comissão de Avaliação poderá recomendar adequações às propostas.

7.9.O prazo para emissão de pareceres está definido no calendário deste Edital.

7.10.       Os pareceres serão disponibilizados junto à proposta no SIGPROJ.

7.11.       É de responsabilidade do proponente (coordenador) acessar o SIGPROJ para ler os pareceres e atender as recomendações/exigências dos consultores ad hoc no prazo determinado neste Edital.

7.12.       Caberá à Pró-Reitoria de Extensão verificar o atendimento ao parecer.

 

8.      DIVULGAÇÃO DO RESULTADO DA AVALIAÇÃO

8.1.Após a análise do mérito e da relevância da proposta os consultores ad hoc deverão:

8.1.1.      Recomendar a Ação.

8.1.2.      Recomendar a Ação com reformulação.

8.1.3.      Não recomendar a Ação.

8.2.O proponente (coordenador) deverá acessar o SIGPROJ para ler o(s) parecer (ES) e atender as solicitações dos avaliadores, quando for o caso.

 

9.      ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO

9.1.O acompanhamento das Ações de Extensão dar-se-á por intermédio de:

9.1.1.      Monitoramento realizado pela Pró-Reitoria de Extensão.

9.1.2.      Análise dos relatórios do coordenador e dos estudantes.

9.1.3.      Apresentação pelos estudantes dos resultados no Congresso de Extensão anual realizado pela Pró-Reitoria de Extensão.

9.2.É de responsabilidade do coordenador da Ação de Extensão a elaboração e envio pelo SIGProj, do Relatório Parcial e do Relatório Final de Atividades, conforme os modelos e os prazos disponibilizados pela Pró-Reitoria de Extensão.

 

10.  DISPOSIÇÕES FINAIS

10.1.       A substituição do coordenador da Ação de Extensão deverá ser formalizada, com a devida justificativa e aprovação da Unidade, mediante documento à Pró-Reitoria de Extensão no prazo máximo de 15 dias após a substituição.

10.2.       Em caso de cancelamento da Ação de Extensão, a Pró- Reitoria de Extensão devera ser comunicada por documento justificativo no prazo máximo de 15 dias após a paralisação das atividades.

10.3.       Todas as ações de extensão aprovadas para registro deverão apresentar seus resultados no Congresso de Extensão realizado anualmente pela PR-5.

10.4.       Os casos omissos serão resolvidos pela Pró-Reitoria de Extensão.

10.5.       Informações adicionais poderão ser obtidas nos seguintes endereços e contatos:

site: http://www.pr5.ufrj.br/        -        e-mail: extensao@pr5.ufrj.br     -        tels: 3938-9692/ 3938-9696

 

 

PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO – PR-5

Av. Pedro Calmon, 550 - Sala 815- Prédio da Reitoria – Cidade Universitária

21941-901 – Rio de Janeiro – RJ

 

 

Rio de Janeiro, 15 de fevereiro de 2016

 

 

 

Maria Mello de Malta

Pró-Reitora de Extensão

Universidade Federal do Rio de Janeiro