«« Voltar
Consultoria para Planejamento de Bibliotecas Escolares Públicas e Privadas
Protocolo do SIGProj:   271449.1484.222611.31052017
De:30/06/2017  à  30/12/2018
 
Coordenador-Extensionista
  Nikiforos Joannis Philyppis Junior
Instituição
  UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Unidade Geral
  CCJE - Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas
Unidade de Origem
  FACC - Faculdade de Administração e Ciências Contábeis
Resumo da Ação de Extensão
  Esta ação tem como fundamento contribuir para a meta de criação de bibliotecas escolares, para a consecução do objetivo descrito no artigo 1º da Lei nº. 12.244 de 24 de maio de 2010. Para tal, o objetivo deste projeto é criar um processo contínuo de capacitação dos discentes do curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação (CBG) da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em consultoria de planejamento de bibliotecas escolares estruturadas nos espaços das escolas selecionadas a posteriori pelo projeto. O público a que se destina o projeto é dual: 1º) os discentes do CBG, para sua formação profissional e exercício ativo de sua cidadania, e 2º) os diretores e coordenadores das escolas públicas e/ou privadas selecionadas, buscando possibilitar a criação de bibliotecas destas para a o desenvolvimento profissional, social e individual. A relevância do projeto se faz na etapa mais complexa para a direção escolar: a confecção de um plano descritivo do projeto físico-financeiro da biblioteca, a fim de explicar as demandas de recursos necessários à gestão superior e validar potenciais aportes de verba. O projeto se encontra na fase de planejamento. Concluindo, ao final da capacitação dos alunos e entrega dos planos para as escolas demandantes, estas instituições de ensino e suas instâncias superiores devem buscar soluções de financiamento e implementação. Uma expectativa futura, ainda a ser estudada, é que o projeto também amplie a atuação para planos de captação de verbas ou, até mesmo, voluntariado.
Palavras-chave
   Bibliotecas escolares, Consultoria, Escola Pública, Gerenciamento de Projetos, Planejamento
Público-Alvo
  O público alvo desta ação são os diretores e coordenadores pedagógicos das escolas públicas e privadas demandantes de um plano estruturado para implantação ou reconfiguração de uma biblioteca. Estes podem ser gestores de escolas públicas de qualquer âmbito ou esfera de administração pública ou de escolas privadas de pequeno e médio porte, presentes em comunidades carentes, bairros de baixa renda ou municípios pequenos com pouca oferta de ensino público e privado. A criação de planos para desenvolver bibliotecas dentro das escolas vai ao encontro das metas de alfabetização e melhoria da educação do PNE 2014-2024, possibilitando a criação das bibliotecas que subsidiarão os professores e alunos em seu processo de aprendizado. Nas fases de Pesquisa de Usuário e Desenvolvimento de Acervo os professores e alunos serão envolvidos em um processo dialógico de participação da criação do acervo físico e digital. A priori, não haverá processo de seleção entre as escolas públicas, principal foco deste trabalho, e sim a ordenação das demandas pelo projeto para atendimento em ordem de contato, por data e horário. No caso das escolas privadas, privilegiam-se as escolas pequenas (até 200 alunos), de baixo custo de mensalidade (critério a ser definido) e que atendam às comunidades carentes, bairros de classe média baixa e baixa. Fica difícil estimar este número, pois depende do número de “alunos-consultores” envolvidos em projetos, do número de projetos e do tamanho do corpo administrativo da escola, mas tenciona-se atender a, pelo menos, 5 escolas por semestre nesta fase inicial. Em uma fase mais madura, espera-se atender até 20 escolas por semestre (previsão otimista) impactando em torno de 20 a 80 profissionais por semestre (40 a 160 por ano). Entende-se que escolas privadas de grande porte e redes de ensino possuem os recursos necessários para contratar e executar esta consultoria por si próprias, logo serão notificadas da delimitação do escopo e excluídas. A abrangência regional é, também, de difícil avaliação tendo em vista o caráter eventual do projeto, podendo ser dispersa entre os municípios descritos no item “1.2. Detalhes” no subitem “Abrangência” deste projeto. O número final do público estimado se compõe de 66 profissionais (diretor e coordenador) das 33 escolas federais no estado do Rio de Janeiro (100% da população considerada), e aproximadamente 2/3 das 1600 escolas públicas estaduais e aproximadamente 50% das escolas públicas municipais do estado do Rio de Janeiro. Nestes dois casos também são computados o percentual de escolas multiplicado por 2 (diretor e coordenador). O número de potenciais impactos leva em conta estas aproximações porque os 13 municípios coletados têm a maior parte da população estudantil e escolas, e os percentuais/frações (2/3 e 50%) levam em conta os dados de pesquisas secundárias que declaram que aproximadamente 35% das escolas já têm alguma biblioteca ou sala de leitura. Entende-se o valor social da pequena escola privada, como pequeno empreendimento, dando suporte à comunidade e gerando empregos. A inclusão tanto das escolas privadas quanto das públicas no escopo deste projeto se faz necessária para cumprir todos os objetivos das diretrizes da extensão. Ao incluir as escolas privadas, o projeto busca atender à demanda de Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade (Diretriz 2), a segunda diretriz da extensão, busca-se superar a dicotomia especialização-visão holista. Esta superação “pode ser materializada pela interação de modelos, conceitos e metodologias oriundos de várias disciplinas e áreas do conhecimento, assim como pela construção de alianças intersetoriais, interorganizacionais e interprofissionais”. Segundo UFRJ (2017, site), “A Diretriz Interação dialógica orienta o desenvolvimento de relações entre Universidade e setores sociais marcadas pelo diálogo e troca de saberes, superando-se, assim, o discurso da hegemonia acadêmica e substituindo-o pela ideia de aliança com movimentos, setores e organizações sociais... Esse objetivo pressupõe uma ação de mão dupla: da Universidade para a sociedade e da sociedade para a Universidade. Isto porque os atores sociais que participam da ação, sejam pessoas inseridas nas comunidades com as quais a ação de Extensão é desenvolvida, sejam agentes públicos (estatais e não-estatais) envolvidos na formulação e implementação de políticas públicas com as quais essa ação se vincula, também contribuem com a produção do conhecimento”. (UFRJ, 2017; site) No extrato acima (Diretriz 1), não há afirmativa de que a troca se limite a agentes estatais, mas também a “agentes não-estatais”, ou seja, demais setores da Sociedade. Também segundo a UFRJ (2017; site), “A diretriz de indissociabilidade [Diretriz 3] coloca o estudante como protagonista de sua formação técnica... e de sua formação cidadã... como protagonista de sua formação técnica e cidadã deve ser estendida, na ação de Extensão Universitária, a todos envolvidos; por exemplo, alunos, professores, técnico-administrativos, pessoas das comunidades, estudantes de outras Universidades e do ensino médio”. (UFRJ, 2017; site) Neste texto não se declara que as ações se limitem a qualquer esfera administrativa, seja pública ou privada, o que respeita o princípio do “pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino”, no inciso III, do artigo 206 da Constituição Federal (BRASIL, 1988). Adicionalmente, declara-se que esta ação com ambas as escolas públicas e privadas, também gera Impacto na Formação do Estudante (Diretriz 4), pois “constituem aportes decisivos à formação do estudante...pela ampliação do universo de referência que ensejam”. Concluindo, a ação vai ao encontro da Diretriz 5 “A diretriz Impacto e Transformação Social reafirma a Extensão Universitária como o mecanismo pelo qual se estabelece a inter-relação da Universidade com os outros setores da sociedade, com vistas a uma atuação transformadora, voltada para os interesses e necessidades da maioria da população, e propiciadora do desenvolvimento social e regional e de aprimoramento das políticas públicas... sem desconsiderar a complexidade e diversidade da realidade social” e a “abrangência, de forma que a ação, ou um conjunto de ações, possa ser suficiente para oferecer contribuições relevantes para a transformação da área, setor ou comunidade sobre o qual incide”. (UFRJ, 2017; site) Dados brutos demonstram a relevância da inclusão do setor privado de ensino básico, fundamental e médio no escopo do projeto. Segundo o IBGE (2015), as escolas privadas são 60% das 5.035 escolas ativas, empregando 44% dos 63.690 docentes contratados e 34% dos 1.101.229 estudantes matriculados. Entende-se, infelizmente que estes números demonstram a falha do estado nas três esferas de suprir a população com seu direito à uma educação pública e gratuita. Todavia, a não efetivação da missão constitucional não exclui a necessidade de que todas as escolas possam se preparar para suprir as demandas do PNE 2014-2024 e da Lei 12.224/2010. Os dados de matrícula demonstram que uma parcela relevante da população assalariada e de baixa renda precisa dos serviços das escolas privadas, mesmo com ônus do pagamento de mensalidades. Excluir as escolas privadas de pequeno e médio porte é ser partícipe por omissão da ação de buscar contribuir com a alfabetização e a educação fundamental e média dos estudantes brasileiros, através do planejamento das bibliotecas que são fundamentais para a educação, para o desenvolvimento da ciência e do estímulo ao aprendizado.
Situação
  Atividade EM ANDAMENTO
Contato
   Prof. Nikiforos Joannis Philyppis Jr. Tel. CBG (21) 3938-5216 / 3938-5218 Cel. pessoal (24) 999 954 455 E-mail: nikiforos@facc.ufrj.br Prof. Danilo Pestana de Freitas Tel. CBG (21) 3938-5216 / 3938-5218 E-mail: danilo@facc.ufrj.br Regina Trindade Tel. CBG (21) 3938-5216 / 3938-5218 E-mail: reginatrindade@facc.ufrj.br
«« Voltar