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VivA Geomata Cultivando a Cidade
Protocolo do SIGProj:   243288.1484.261729.31052017
De:30/10/2017  à  29/10/2018
 
Coordenador-Extensionista
  Eve Anne Bühler
Instituição
  UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Unidade Geral
  CCMN - Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza
Unidade de Origem
  IGEO - Instituto de Geociências
Resumo da Ação de Extensão
  Num contexto de crescente má nutrição, crise econômica e urbanização, a agricultura urbana pode representar uma via para uma reapropriação do espaço pelos habitantes, contribuindo para o acréscimo da renda, a educação alimentar e para micro ordenamentos cidadãos nos locais de cultivo. No Rio de Janeiro, o adensamento urbano é particularmente segregativo e excludente, criando um apelo para produzir espaços mais viáveis e propícios à vida saudável. Nesse âmbito, a agricultura (peri)urbana, fundada em princípios agroecológicos, emerge como prática capaz de impactar múltiplas esferas da vida. No entanto, os estudos desenvolvidos nesse campo, além de apontar os potenciais aspectos positivos, ressaltam os entraves para a sua implementação, difusão e estabilização. Assim, o projeto visa fortalecer a prática de plantio nos espaços urbanos através, primeiramente, do resgate e da valorização das práticas produtivas e do contato com as plantas por parte de núcleos sociais familiares. O projeto propõe, de um lado, um apoio técnico-institucional, educativo e prático, a projetos comunitários ligados à agricultura urbana agroecológica. De outro lado, visa incentivar tais práticas em quintais e espaços intersticiais da cidade a partir de uma atuação junto aos funcionários e usuários do campus, com vistas a atingir os bairros dos seus domicílios. Soma-se a isso, o manejo de uma área experimental e agroecopedagógica - a Geomata - através do qual pretende-se recepcionar, produzir e difundir saberes e experiências adaptados às reduzidas áreas urbanas. Cultivando as cidades, numa escala local, pretendemos promover a educação ambiental, a segurança alimentar, o bem-estar coletivo e a autonomia.
Palavras-chave
   Geografia, Agrobiodiversidade, Agroecologia, Agricultura Urbana, Economias Alternativas
Público-Alvo
  O público-alvo do projeto é definido a partir de ações previamente realizadas pelos alunos no âmbito de projetos de pesquisa, colaborações em outros projetos de extensão e na Rede Agroecológica da UFRJ. A partir destes princípios, identificamos como público-alvo majoritário os moradores da comunidades Vale Encantado, no Alto da Boa Vista (cerca de 120 hab.) e também da Vila Kennedy (buscando atingir a região do entorno da base da Cruz Vermelha no bairro estima-se um público de 100 pessoas). Partindo de laços pré-estabelecidos, identificamos estes espaços comunitários no município do Rio de Janeiro como locais onde a prática da agricultura urbana venha a se configurar como elemento de transformação social e ferramenta para sua autonomia enquanto comunidade. Em um segundo plano, o projeto pretende envolver também estudantes da universidade de modo geral, de graduação ou pós-graduação, nos eventos (mesas, minicursos, grupos de estudo e mutirões) que, mesmo abertos à comunidade, sejam realizados dentro da universidade, e também com o oferecimento de uma disciplina curricular do projeto com 15 vagas. Também pretende-se envolver os funcionários do Instituto de Geociências, buscando alcançar também suas redes sociais e familiares. Identificamos que terceirizados e técnico-administrativos têm formas diferentes de envolvimento com o projeto. O objetivo e o beneficiamento buscado para os funcionários técnico-administrativos do setor de manutenção do prédio, que cuidam do espaço da Geomata por vontade própria, é valorizar os seus saberes estimulando-os a participar do projeto enquanto equipe realizadora, isto é, agentes ativos na produção do espaço. E nos funcionários terceirizados, do setor da limpeza, observamos o interesse expresso pelo cultivo e por plantas, que muitas vezes se relaciona ao resgate de um passado rural, desse modo, com eles, se pretende estabelecer núcleos de trocas de saberes e de sementes/mudas, a partir do qual pretendemos alcançar seus espaços de vida e as vizinhanças, muitas das vezes localizadas em áreas peri-urbanas da cidade. Adotamos a estratégia de estabelecimento de rede por 'bola de neve', o laço do núcleo inicial com a instituição sendo uma forma de garantir a frequência e a continuidade das ações. O estabelecimento de uma rede social por bola de neve a partir dos laços locais permite também um alcance territorial do público alvo das ações mais difuso e potencialmente mais amplo, potencializando a criação de uma rede diversificada e espacialmente ampla que alimente a dinâmica de trocas materiais e imateriais sobre práticas agri-alimentares. A possibilidade de replicação e divulgação das práticas nas casas de familiares e vizinhança é um dos pilares da constituição e difusão da rede. Inclui-se também, como público externo da universidade, os alunos do ensino básico que fazem visita ao IGEO e ao Museu da Geodiversidade, com os quais pretendemos desenvolver ações de sensibilização à agroecologia e à alimentação, que expressam a relação entre ensino e extensão existente no projeto. Também pretendemos estabelecer relações com organizações de agricultores urbanos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ), para contribuir às trocas com as redes de agroecologia, agricultura e circulação de sementes. No entanto, optamos por começar o projeto a partir dos laços já construídos ou fáceis de construir a partir de uma lógica de proximidade, com o intuito de formalizar os intercâmbios iniciados com as comunidades, associações e ONGs de agricultura urbana no Rio de Janeiro em futuras etapas. Nesse sentido, a caminhada da Rede Agroecológica da UFRJ segue reconhecendo e estabelecendo laços com projetos populares que surgem a partir de iniciativas autônomas e, que de certa forma, se agregam a Rede. Nesse contexto, a articulação com o projeto Horta do Cocotá, no Aterro do Cocotá na Ilha do Governador teve início com a participação de seus idealizadores no evento Mesa e Minicurso Cultivar as Cidades realizado pelo projeto VivA Geomata junto ao MUDA VK durante a semana de Geografia da UFRJ. Essa parceria ainda encontra-se em construção, mas já são feitas articulações entre os projetos e junto à Rede visando transformar ideias em ações e práticas. Junto à Rede também começa-se a buscar articular demandas trazidas pela comunidade de forma coletiva, isto é, busca-se a realização de algumas ações unificadas entre os projetos da Rede para suprir algumas das demandas trazidas pela comunidade. Como exemplo disso, o projeto Muda Maré, do curso de Biologia e integrante da Rede, atua através do viés da educação ambiental na Lona Cultural da Maré e expôs ao coletivo uma demanda grande da comunidade de atuação nas novas Escolas do Amanhã e de manejo de algumas áreas intersticiais na comunidade. Desse modo, ainda que parcerias e articulações estejam em fase de construção, colocamos regiões próximas a universidade como a Ilha de Governador e a Maré como alvos prioritários para ações futuras do projeto.
Situação
  Atividade EM ANDAMENTO
Contato
   vivageomata@gmail.com https://www.facebook.com/vivageomata/
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